A UMBANDA: de Roger Bastide à contemporaneidade

Anderson Marinho Maia

Resumo


Este artigo visa apresentar a umbanda desde a época de Roger Bastide e também, ainda que brevemente, os estudos sobre a Umbanda na década de 1970, por fim, faz-se uma análise atual sobre a Umbanda para além do “mito de origem” relacionado ao médium Zélio de Morais, valorizado pelas Federações de Umbanda a partir de 1941. A transitoriedade da Umbanda, entre o Candomblé, o Catolicismo e o Kardecismo, a inscreve com uma complexidade decodificadora (muiraquitãn). Nesse transitar de influências, a Umbanda permanece como cultura de subsistência, frente ao mundo atual – mundo que exige das religiões uma projeção de capital simbólico. Portanto, diante desse contexto religioso/histórico afro-brasileiro, ficam as indagações: O que tem sido a Umbanda? O que será da Umbanda?  

Texto completo:

PDF

Referências


AGIER, Michel. Distúrbios identitários em tempos de globalização. Revista Mana. Rio de Janeiro, Scielo, v. 7, n. 2, out. 2001. p. 9-33. Disponível em: https://pt.scribd.com/document/100503309/AGIER-Michel-DISTURBIOS-IDENTITARIOS-EM-TEMPOS-DE-GLOBALIZACAO. Acesso em: 23 jun. 2018.

BANAGGIA, Gabriel. Os estudos sobre religiões de matriz africana no Brasil: tradições acadêmicas e etnografia. Youtube: Conferências (PPGAS/MN/UFRJ). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-nRPAoYjhyw. Acesso em: 29 maio 2016.

BASTIDE, Roger. As religiões africanas no Brasil. São Paulo: Pioneira, 1985.

BIRMAN, Patrícia. O que é umbanda. São Paulo: Brasiliense, 1985.

BOURDIEU, Pierre. Gênese e estrutura do campo religioso. In: BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. 6 ed. São Paulo: Perspectiva, 2007. Cap. 2, p. 27-69.

BRUMANA, Fernando G.; MARTÍNEZ, Elda G. Marginalia sagrada. São Paulo: Editora da UNICAMP, 1991.

CARDOSO, Alexandre Antônio. Os alquimistas já chegaram: uma interpretação sociológica das práticas mágicas em Belo Horizonte. 1999. 232 f. Tese. (Doutorado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas de São Paulo, São Paulo.

CHAGAS, Mário. O pai de Macunaíma e o patrimônio espiritual. In: ABREU, Regina (org.). Memória e patrimônio: ensaios contemporâneos. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

FERRETTI, Sérgio. Repensando o sincretismo. 2. ed. São Paulo: Edusp; Arché Editora, 2013.

GOLDMAN, Márcio. Os tambores dos mortos e os tambores dos vivos. Etnografia, antropologia e política em Ilhéus, Bahia. Revista Antropológica. São Paulo: USP, v. 46, n.2 , 2003. s.p. Disponível em: www.scielo.br/pdf/ra/v46n2/a12v46n2.pdf. Acesso em: 23 maio 2016.

GOLDMAN, Márcio. O dom da iniciação e o feito em religiões de matriz africana no Brasil. Revista Mana, v. 18, n. 2, p. 269-288, 2012. Disponível em: www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-85872009000100009&script=sci_abstract . Acesso em: 15 maio 2016.

HOBSBAWM, Eric J. Sobre história: ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

KOGURUMA, Paulo. Conflitos do imaginário: a reelaboração das práticas e crenças afro-brasileiras na “metrópole do café”, 1890- 1920. São Paulo: Annablume (FAPESP), 2001.

LESSA, Junia et al. Manual de Normalização de Publicações Técnico-Científicas. 8. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.

LIMA, Bento de. Malungo: decodificação da umbanda. Rio de Janeiro: Bertand Brasil, 1997.

MAIA, Anderson Marinho. A Manifestação da Umbanda na região metropolitana de Belo Horizonte: da tradição à contemporaneidade. 2011. 181 f. Dissertação. (Mestrado) – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte.

MALANDRINO, Brígida Carla. Umbanda: mudanças e permanências. Uma análise simbólica. São Paulo: Educ, 2006.

NEGRÃO, Lisias Nogueira. Entre a cruz e a encruzilhada: formação do campo umbandista em São Paulo. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1996.

OLIVEIRA, Pedro A. Ribeiro. A teoria do trabalho religioso em Pierre Bourdieu. TEIXEIRA, Faustino (org.). Sociologia da Religião: enfoques teóricos. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2007. Cap. 7, p. 177- 197.

ORTIZ, Renato. A morte branca do feiticeiro negro: umbanda e sociedade brasileira. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 2005.

RAMOS, Arthur. O negro brasileiro. 5. ed. Rio de Janeiro: Graphia, 2001. (Série Memória brasileira).

SANCHIS, Pierre. Religiões, religião... alguns problemas do sincretismo no campo religioso brasileiro. In: SANCHIS, Pierre (org.). Fiéis e cidadãos: percursos de sincretismo no Brasil. Rio de Janeiro: Ed. UERJ, 2001. p. 9-57.

SILVA, Vagner Gonçalves da. Orixás da metrópole. Petrópolis: Vozes, 1995.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.