Ferramentas Conceituais para se Pensar a Pós-Modernidade

30.9.2021

As revoluções francesa, industrial e o cogito cartesiano (Penso, logo existo) são os marcadores históricos daquilo que ficou conhecido como modernidade, pois esses três eventos mudaram profundamente a relação do homem com o mundo. Um tempo onde surgia a crença em um “novo mundo”, onde as pessoas poderiam participar da construção política de suas respectivas sociedades.

E o que marca a fundação do tempo-histórico conhecido como pós-modernidade? A barbárie, a melancolia e uma profunda sensação de que o mundo só vai piorar e não há mais nada para fazer, são marcas impressas nas subjetividades pós-modernas? De onde surgem esses sentimentos que se apoderam de parte da humanidade?

Na época, historiadores, sociólogos e filósofos consideraram que, com as duas guerras mundiais e, posteriormente, com o fim da União Soviética, estava decretado o “fim da história”, o assentamento para sempre do liberalismo e do modo de produção capitalista e o fim das grandes transformações. A tese do fim da história será retomada pelo historiador Francis Fukuyama, após o fim da União Soviética. Ainda, de acordo com o autor, não apenas as grandes transformações estavam fora do horizonte, mas as ideologias – principalmente aquelas do campo da esquerda – se encontravam, a partir de agora – 1991 – numa profunda crise.

Os adeptos dessa tese indicam também que a outra grande marca da pós-modernidade é: a ausência das ideologias coletivas, ou seja, o individualismo aliado a um hedonismo alienante, que se torna a marca do momento histórico que sucede a modernidade.

Assim, a pós-modernidade pode ser compreendida a partir de alguns pontos, a saber: propensão a se deixar dominar pela imaginação das mídias; colonização da realidade pelos mercados (econômico, político, cultural e social); falência das metanarrativas, entre outras. A pós-modernidade recobre todos esses fenômenos, conduzindo, em um único e mesmo movimento, a uma lógica cultural que valoriza o relativismo e a (in)diferença, a um conjunto de processos intelectuais flutuantes e indeterminados e a uma configuração de traços sociais que significa a erupção de um movimento de descontinuidade da condição moderna.

O curso garante o certificado constando a duração de 6 horas.

Serão 3 encontros, realizados entre 19h e 21h, nos dias 04, 18 e 25 de outubro.

Mais informações e inscrições em:
https://www.ista.edu.br/cursos/ferramentas-conceituais-para-se-pensar-a-pos-modernidade